Toda a teoria estudada até este momento pode ser aplicada no estudo dos circuitos magnéticos.
Este estudo é o que permite projetos de transformadores, motores elétricos e outros dispositivos magnéticos.
O comportamento completo do campo magnético é descrito pelas equações de Maxwell (caso tenha interesse,
acesse Equações de Maxwell). Normalmente, quando tratamos de
projetos e estudos sobre transformadores e máquinas elétricas, as frequências e as dimensões são tais que os
termos da corrente de deslocamento das equações de Maxwell podem ser desprezados, o que permite utilizar
a forma quase estática das equações. Neste capítulo, vamos introduzir a diferença entre intensidade
de campo magnético, representada pela letra H, e a chamada densidade de fluxo magnético,
representada pela letra B.
Para estudar os circuitos magnéticos vamos desprezar as perdas relativa aos campos magnéticos produzidos no espaço
por campos elétricos variáveis e os termos associados com produção de radiação eletromagnética. Então, desprezando
estes termos, podemos escrever as formas quase estáticas das equações de Maxwell, mostradas nas eq. 77-01 e eq. 77-02.
eq. 77-01
eq. 77-02
A eq. 77-01 significa que a integral de linha da intensidade do campo magnético, H,
ao redor do contorno fechado C é igual para a corrente total passando através de qualquer superfície S
fechando o contorno. Dessa equação, conclui-se que a fonte de H é a densidade de corrente, J.
A eq. 77-02 assegura que a densidade de fluxo magnético, B, é conservada, isto é, todo fluxo que
entra na superfície fechada, também sai, fazendo com que o fluxo líquido total seja nulo. Isto é equivalente
a dizer que não existem monopolos magnéticos.
Podemos dizer que um circuito magnético consiste de uma estrutura composta em grande parte de material
magnético de alta permeabilidade. A presença deste material faz com que o fluxo magnético fique confinado
dentro desta estrutura de acordo com sua geometria. Similar ao que acontece com as correntes elétricas que estão
confinadas dentro dos condutores elétricos.
Figura 77-01
Podemos entender melhor essas equações se aplicarmos a um exemplo básico, como o mostrado na Figura 77-01.
Temos um núcleo retangular com um enrolamento de N espiras de fio envolvendo uma das pernas do núcleo. Se o núcleo
for composto de ferro ou de outros materiais similares (normalmente denominados materiais ferromagnéticos), então
podemos afirmar que todo o campo magnético produzido pela corrente elétrica I, permanecerá dentro do núcleo.
De modo que na lei de Ampére o caminho de integração é dado pelo comprimento médio do caminho no núcleo,
designado por Ln. Logo, a corrente líquida que passa dentro do caminho de integração é N I,
pois a bobina cruza o caminho de integração N vezes quando está conduzindo a corrente I. Assim, podemos
escrever a lei de Ampère como:
eq. 77-03
onde as variáveis são:
H - magnitude ou módulo da intensidade do campo magnético.
Ln - comprimento médio do caminho no núcleo.
N - número de espiras do enrolamento.
I - intensidade da corrente elétrica.
Devemos acrescentar que a quantidade N I é conhecida como força magnetomotriz, FMM, representada pela letra F,
sendo a unidade de medida em ampères-espira, AE.
Assim, conhecendo a corrente, o número de espiras e o comprimento do caminho magnético, podemos calcular
a intensidade do campo magnético, que é dado pela eq. 77-04.
eq. 77-04
Em certo sentido, a intensidade de campo magnético H é uma medida do “esforço” que uma corrente está fazendo
para estabelecer um campo magnético. A intensidade do fluxo de campo magnético produzido no núcleo depende também do material
do núcleo. A relação entre a intensidade de campo magnético H e a densidade de fluxo magnético resultante B
dentro de um material é dada por
eq. 77-05
onde as variáveis são:
H - magnitude ou módulo da intensidade do campo magnético, cuja unidade é A espira/metro.
μ - permeabilidade do meio material, cuja unidade é H / m.
B - densidade do fluxo magnético, cuja unidade é Wb / m2 ou Tesla.
A permeabilidade do vácuo é representada por μo e seu valor é
eq. 77-06
A permeabilidade de qualquer outro material quando comparada com a permeabilidade do vácuo é denominada
permeabilidade relativa. E podemos expressar essa relação através da eq. 77-07. Devemos salientar que a
permeabilidade relativa dos materiais magnéticos é muito elevada. Nas máquinas modernas são usados aços que
podem ter uma permeabilidade relativa entre 2.000 a 6.000, ou mesmo mais.
eq. 77-07
Em circuitos magnéticos, usa-se materiais como o ferro por apresentar uma permeabilidade magnética muito maior que a do ar,
fazendo com que a maior parte do fluxo magnético fique concentrado no interior do núcleo de ferro, em vez de se deslocar através
do ar circundante cuja permeabilidade é muito menor. Dessa forma, devido ao fluxo no ar ser muito menor que no núcleo de aço,
podemos desprezar esse fluxo sem comprometer os cálculos do fluxo. Assim, metais
usados em núcleo de transformadores ou motores elétricos desempenham um papel extremamente importante no incremento e concentração
do fluxo magnético no dispositivo.
Em um núcleo, como o mostrado na Figura 77-01, o valor da densidade de fluxo magnético é dado por
eq. 77-08
Agora, o fluxo magnético total em uma dada área é dado por
eq. 77-09
Em que dA é a unidade diferencial de área. Se o vetor de densidade de fluxo magnético for perpendicular
a um plano de área A e se a densidade de fluxo for constante através da área, então essa equação se reduzirá a
eq. 77-10
Assim, o fluxo total do núcleo da Figura 77-01, devido a corrente I no enrolamento, é
Quando estudamos circuitos elétricos, vimos que a lei de Ohm descrevia perfeitamente a relação entre tensão,
corrente e resistência elétrica. Assim, se no eletromagnetismo, observarmos que uma corrente elétrica que circula em uma
bobina de fio enrolado em um núcleo, produz um fluxo magnético nesse núcleo, de certa forma, isso é análogo a uma tensão
em um circuito elétrico que produz o fluxo de uma corrente. Dessa forma, é possível definir um circuito magnético
cujo comportamento é regido por equações análogas as de um circuito elétrico. Como no circuito elétrico, a corrente é
acionada por uma força eletromotriz, então por analogia, a grandeza correspondente no circuito magnético é denominada
força magnetomotriz, FMM. A força magnetomotriz do circuito magnético é igual
ao fluxo efetivo de corrente aplicado ao núcleo. Vamos representar a força magnetomotriz por F e é definida como
eq. 77-12
Sua unidade de medida é o ampères-espiras. Devemos salientar que a força magnetomotriz, em um circuito magnético,
também possui polaridade, sendo o terminal positivo da fonte de FMM o terminal por onde sai o fluxo e o terminal
negativo da FMM é o terminal no qual o fluxo volta a entrar. A
polaridade da FMM pode ser determinada usando os dedos da mão direita curvando-se na direção do fluxo da corrente elétrica
que entra na bobina e o polegar indicará o sentido positivo da FMM.
No circuito elétrico, a tensão faz circular uma corrente I. De forma similar, em um circuito magnético, a força
magnetomotriz F aplicada faz com que um fluxo Φ seja produzido. Além disso, no circuito elétrico
existe outro componente que é a resistência elétrica. Dessa forma, no circuito magnético, também existe a chamada
relutância magnética, representada por R , e desempenha no circuito magnético função similar à uma
resistência elétrica. Portanto, podemos escrever a relação entre essas três variáveis, ou seja
eq. 77-13
A unidade da relutância magnética é o ampère-espira por weber. Também existe uma equivalência
com a condutância elétrica (é o inverso da resistência) que é a permeância magnética,
P, e é dada pelo inverso da relutância magnética. Desta forma temos
eq. 77-14
Desse modo, baseado na eq. 77-13, podemos escrever a relação entre a força magnetomotriz
e o fluxo magnético como
eq. 77-15
Falta-nos encontrar o valor da relutância magnética e da permeância. Para tanto, vamos reorganizar os termos da eq. 77-11 de tal forma que
eq. 77-16
Comparando essa equação com a eq. 77-12 e a eq. 77-15, facilmente percebemos que o valor da
permeância magnética, P, vale
eq. 77-17
E dessa equação facilmente conseguimos o valor da relutância magnética, R , ou
eq. 77-18
Cabe ressaltar que as relutâncias em um circuito magnético obedecem às mesmas regras que as resistências
em um circuito elétrico. A relutância equivalente de diversas relutâncias em série
é simplesmente a soma das relutâncias individuais:
eq. 77-19
De modo similar, relutâncias em paralelo, combinam-se conforme a equação abaixo
eq. 77-20
Quanto à permeância magnética, as associações série e paralelo obedecem às mesmas regras das condutâncias elétricas.
Considerações Importantes
Conforme Chapman [8] (Fundamentos de Máquinas Elétricas - 5ª edição),
quando são usados os conceitos de circuito magnético em um núcleo, os cálculos de fluxo são sempre aproximados,
no melhor dos casos, eles terão uma exatidão de cerca de 95% (atenção: no livro há um erro de digitação onde esse
valor consta como 5%) em relação ao valor real. Há uma série de razões para essa falta inerente de exatidão:
O conceito de circuito magnético assume que todo o fluxo está confinado ao
interior do núcleo magnético. Infelizmente, isso não é totalmente verdadeiro. A
permeabilidade de um núcleo ferromagnético é de 2000 a 6000 vezes a do ar,
mas uma pequena fração do fluxo escapa do núcleo indo para o ar circundante,
cuja permeabilidade é baixa. Esse fluxo no exterior do núcleo é denominado
fluxo de dispersão e desempenha um papel muito importante no projeto de
máquinas elétricas.
Os cálculos de relutância assumem um certo comprimento de caminho médio e
de área de seção reta para o núcleo. Essas suposições não são realmente muito
boas, especialmente nos cantos.
Nos materiais ferromagnéticos, a permeabilidade varia com a quantidade de
fluxo que já está presente no material. Ele acrescenta outra fonte de erro à
análise do circuito magnético, já que as relutâncias usadas nos cálculos
de circuitos magnéticos dependem da permeabilidade do material.
Se houver entreferros de ar no caminho de fluxo do núcleo, a área efetiva da
seção reta do entreferro de ar será maior do que a área da seção reta do núcleo de
ferro de ambos os lados. A área efetiva extra é causada pelo denominado efeito
de espraiamento do campo magnético no entreferro de ar.
Nos cálculos, pode-se compensar parcialmente essas fontes inerentes de erro.
Para tanto, valores “corrigidos” ou “efetivos” de comprimento de caminho médio e
de área de seção reta são usados no lugar dos valores reais de comprimento e área.
Há muitas limitações inerentes ao conceito de circuito magnético, mas ele ainda
é a ferramenta de projeto mais facilmente usável que está disponível para os cálculos
de fluxo, no projeto prático de máquinas. Cálculos exatos usando as equações de Maxwell
são demasiadamente difíceis e, de qualquer forma, não são necessários porque
resultados satisfatórios podem ser conseguidos usando esse método aproximado.
No espaço livre (material não magnético) a permeabilidade μo é constante. Assim, a relação B - H é linear.
Entretanto, no caso de materiais ferromagnéticos usado em máquinas elétricas, não é o caso, onde a relação B - H é estritamente
não linear em dois aspectos: saturação e histerese.
A não linearidade da histerese é a relação de B - H de valor duplo exibida na variação do ciclo de H
conforme mostra a Figura 77-02.
Figura 77-02
Iniciando no ponto O e um pouco além desse ponto, a curva apresenta uma não linearidade. No meio da curva,
ela apresenta uma "quase" linearidade, terminando com uma região de saturação. Nesta região, o campo B
aumenta bem menos rápido do que H. Próximo ao ponto P, a saturação é bem pronunciada e o material
magnético comporta-se como o espaço livre.
Por fatores econômicos, máquinas elétricas e transformadores são projetados para trabalhar até um pouco
além do início da zona de saturação.
A histerese, em máquinas elétricas, dá origem a chamada perdas por histerese. Essas perdas são ocasionadas
pela variação do ciclo de magnetização, isto é, o material sofre uma magnetização em um sentido e, posteriormente, o
sentido é invertido. Assim, ocorre perda de energia devido ao atrito molecular no
material, ou seja, os domínios magnéticos do material resistem a ser girados primeiro em uma direção e, depois, na outra.
Portanto, o material magnético exige uma energia extra para sobrepor-se a essa oposição. Podemos afirmar
que essas perdas por unidade de volume do material magnético em cada ciclo de magnetização são proporcionais
à área do ciclo de histerese. Também devemos observar que,
se a temperatura da máquina aumenta, as perdas por histerese também aumentam.
Os materiais ferromagnéticos de maior uso em transformadores e máquinas elétricas são o ferro fundido, aço fundido
e o melhor deles, o aço silício. Cada um desses materiais apresenta uma curva característica como mostra a Figura 77-03.
Figura 77-03
Quanto ao uso do ciclo de histerese, devemos salientar que em projetos de transformadores e máquinas elétricas, o material
magnético escolhido é aquele que apresenta um ciclo de histerese bem estreito, pois isso significa baixas perdas.
Quando o interesse é produzir magnetos permanentes, então o material magnético escolhido é aquele que possui um ciclo
de histerese bastante largo, pois esse material apresenta alto valor de coercividade.
Existem tipos de materiais ferromagnéticos com características bem diferentes das estudadas anteriormente, as quais apresentam uma curva
de histerese como a mostrada na Figura 77-02. Essas ligas ferromagnéticas são desenvolvidas para aplicações especiais.
Elas consistem em 50% de ferro e 50% de níquel e possuem uma curva de histerese como a apresentada na
Figura 77-04.
Figura 77-04
Essas ligas possuem um ciclo de histerese B - H quase quadrados e são conhecidos como núcleos Deltamax. Uma bobina enrolada nesse
tipo de núcleo pode ser usada
como uma chave. Note que, quando a densidade de fluxo é menor que a densidade de fluxo residual (B < Br),
tanto a intensidade do campo magnético (H) como a corrente elétrica são muito pequenas. Assim que a densidade de fluxo
excede a densidade de fluxo residual (B > Br), tanto a intensidade do campo magnético (H)
como a corrente elétrica aumentam rapidamente. Esta propriedade pode ser explorada para uma bobina enrolada em um núcleo
Deltamax comportar-se como uma chave, consumindo uma baixa corrente elétrica quando o núcleo está no estado
não-saturado e uma alta corrente elétrica quando no estado saturado.
Em circuitos elétricos, é frequentemente utilizada uma bobina formada por N espiras de um fio, podendo ou não,
ter um núcleo diferente do ar.
Essa bobina pode ser representada por um elemento de um circuito ideal, conhecido como indutância. Nesse momento,
devemos definir o chamado
fluxo concatenado, λ, que é o produto entre a indutância e a corrente elétrica que circula por ela. Também
é o produto entre o
número de espiras, N, e o fluxo gerado pela corrente elétrica. Assim, temos a eq. 77-21, mostrada abaixo.
eq. 77-21
Observe que a eq. 77-22 traduz a indutância em função das dimensões físicas da bobina, tais como,
a seção transversal da bobina, ou seja, sua área (A) e o comprimento (Ln) da bobina.
eq. 77-22
Por outro lado, a eq. 77-23 define a indutância em termos da relutância do circuito magnético.
Tenha em mente que essas equações mostram que a indutância é diretamente proporcional ao quadrado do número de espiras.
eq. 77-23
Como estudamos no capítulo 75, a lei de Faraday afirma que uma tensão será induzida em uma bobina (ou espira),
se e somente se houver uma variação do fluxo magnético concatenado, λ ao longo do tempo. É importantíssimo observar
que deve haver variação no fluxo concatenado para que haja tensão induzida. Matematicamente, podemos expressar essa lei como
a eq. 77-24.
eq. 77-24
Sabendo que λ = L I, podemos escrever a a eq. 77-24 como a eq. 77-25.
eq. 77-25
Considerando a bobina em um núcleo estacionário (parado) e, aplicando a regra da cadeia na derivada, obtemos que I dL/dt
é NULA, pois L é uma constante. Nesse caso, só devemos levar em consideração a
parcela que envolve a variação da corrente conforme a eq. 77-26.
eq. 77-26
O uso do sinal negativo é devido à lei de Lenz, que afirma que a tensão induzida deve gerar um
fluxo magnético de sentido contrário ao fluxo que a originou.
Quando são usados os conceitos de circuito magnético em um núcleo, os cálculos de fluxo são sempre
aproximados, no melhor dos casos, eles terão uma exatidão de cerca de 95% em relação ao valor real.
Um dos problemas é o chamado espraiamento ou espalhamento do fluxo magnético quando o circuito magnético possui
entreferro, ou seja, o material ferromagnético que forma o circuito magnético não é contínuo. Um exemplo típico desse caso aparece
na Figura 77-05.
Figura 77-05
Observe que, nesse caso, o fluxo é interrompido pelo entreferro (gap), tendo que continuar seu caminho por outro material,
não ferromagnético, como o ar. Isso é o que acontece em máquinas elétricas girantes, onde há um entreferro que
separa o estator do rotor. Dessa forma, nas bordas do material magnético acontece o chamado espraiamento
ou espalhamento do fluxo magnético. A Figura 77-06 mostra esse efeito. Note o aumento da área da
seção reta do entreferro em comparação com a área da seção reta do material ferromagnético.
Figura 77-06
É importante afirmar que o fluxo no material ferromagnético é o mesmo que no material não magnético. Então,
devemos considerar o fluxo magnético como uma constante para efeitos de cálculos. Dessa forma, usando a
lei de Ampère, é possível escrever:
eq. 77-21
Nessa equação, as variáveis são:
Φ - Fluxo magnético;
N - Número de espiras do enrolamento;
I - Corrente elétrica circulando no enrolamento;
μO - Permeabilidade magnética no vácuo;
μr - Permeabilidade magnética relativa do material ferromagnético;
A - Área da espira;
Ln - Comprimento médio do circuito magnético;
g - Comprimento do entreferro (gap);
Para encontrarmos o valor do fluxo magnético, devemos trabalhar algebricamente a eq. 77-21 e,
lembrando da definição de relutância dada pela eq. 77-18, encontramos a eq. 77-22.
eq. 77-22
Nessa equação, as variáveis envolvidas são:
Φ - Fluxo magnético;
N - Número de espiras do enrolamento;
I - Corrente elétrica circulando no enrolamento;
R m - Relutância do material ferromagnético (núcleo);
R g - Relutância do ar no gap;
Observação - É importante ter em mente que μr é milhares de vezes maior que
μo, fazendo a relutância no material ferromagnético muito menor que a relutância no ar. Por isso,
R g é predominante sobre o valor de R m.
Para a solução de circuitos magnéticos é possível usar analogia com a solução de circuitos elétricos.
A equivalência das variáveis são:
Tensão elétrica - V ⇒ Força magnetomotriz -F = N I
Corrente elétrica - I ⇒ Fluxo magnético -Φ
Resistência elétrica - R ⇒ Relutância magnética -R
Condutância elétrica - G ⇒ Permeância magnética -P
Observe que, fazendo uma analogia com a lei de Ohm, facilmente entendemos as equações eq. 77-13 e
eq. 77-15.
Figura 77-07Figura 77-08
Nas figuras Figura 77-07 e Figura 77-08 mostramos a semelhança entre um circuito elétrico e um circuito magnético.
A fonte de tensão V foi substituída pela fonte magnetomotriz F = N I . E os resistores
R1 e R2, foram substituídos pelas relutâncias
Rm e Rg. Como resultado, obtemos o fluxo magnético, Φ,
quando, por analogia, aplicamos a lei de Ohm, como mostra a eq. 77-22.
Exemplo - Um excelente exemplo para entender a teoria e a aplicação dessas equações é revisar o
Problema 77-01.